E tudo começa a se repetir mais uma vez. Eu sei que é só um sonho. Mas como poderia sair? Simplesmente faço o que fiz e que sempre faria, e deixo tudo acontecer: o pátio escuro e vazio, a confissão, minhas lágrimas. Sei que posso suportar, pois já passei por isso.
Mas aí, em resposta àquela pergunta que te fiz, você disse uma resposta diferente, cruel. Você disse um nome. O nome dele. E eu me senti traído, violentado, machucado de um jeito que jamais pensei conseguir ficar.
Simplesmente destroçado. Fraco demais até para te dizer que jamais esperava isso de você.
Ele te viu. Daquele jeito. E você nem me contou. O que me dói não é ele ter te visto, mas você esconder de mim, como se fosse uma coisa só entre vocês. Como se fosse antigamente, que ele estava em meu lugar e eu em outro. Como se ele fosse eu!
A dor que estou sentindo nesse momento é tão terrível que consome minhas entranhas. Nem vomitar consigo. Peço a Deus e todas as forças superiores que existem que me tirem desse pesadelo vivo. E tenho meu pedido atendido. Suando frio, chorando, coração batendo forte, saí.
Mas apesar de conseguir sair, a mancha de tristeza e desalento que senti sempre me voltarão à memória. Sempre que eu olhar para aquele pátio. Sempre. Sempre vai ser assim...
Sinceramente, prefiro meus "sonhos normais" como minha lindinha fala, do que estes pesadelos tenebrosos, que te fazem lembrar de coisas que você preferia esquecer.
Mas sonho não se escolhe, não é?
A. Lopes,
02☼12☼2012

