E começa mais um dia: acordar cedo, recolher sucata e sair vagando por aí. Algumas horas depois, a cidade inteira desperta. As mães passam para lá e para cá com seus filhos, levando-os à escola.
Meu sonho era estudar numa escola. Mas como, sem casa, pai, mãe, sem documentos? Como posso estudar se nem mesmo meu nome eu sei? Não posso me matricular como “tampinha” ou “moleque”, apesar de todos me chamarem assim.
Por que eu, meu Deus? Por que tantas crianças têm pai e mãe e eu não tenho nenhum dos dois?
Por que a maioria delas têm o que comer e onde dormir e mesmo assim ainda reclamam? Por que essas crianças reclamam por ter de estudar?
Por que estas crianças ficam tristes quando não ganham presentes de aniversário e ganham “somente” os cumprimentos de parabéns dos pais? E eu, que não sei nem mesmo a data do meu aniversário?
Por que elas ficam bravas quando levam uma bronca dos pais quando eu nunca sequer escutei a voz dos meus?
Responda-me Deus, por que as pessoas não agradecem pelo que têm, mas reclamam pelo que não têm?
Meu sonho era estudar numa escola. Mas como, sem casa, pai, mãe, sem documentos? Como posso estudar se nem mesmo meu nome eu sei? Não posso me matricular como “tampinha” ou “moleque”, apesar de todos me chamarem assim.
Por que eu, meu Deus? Por que tantas crianças têm pai e mãe e eu não tenho nenhum dos dois?
Por que a maioria delas têm o que comer e onde dormir e mesmo assim ainda reclamam? Por que essas crianças reclamam por ter de estudar?
Por que estas crianças ficam tristes quando não ganham presentes de aniversário e ganham “somente” os cumprimentos de parabéns dos pais? E eu, que não sei nem mesmo a data do meu aniversário?
Por que elas ficam bravas quando levam uma bronca dos pais quando eu nunca sequer escutei a voz dos meus?
Responda-me Deus, por que as pessoas não agradecem pelo que têm, mas reclamam pelo que não têm?
That's All Folks!
A. Lopes,
19 de Junho de 2012

